domingo, 7 de maio de 2017


Nasci durante a noite, uma noite quente de verão, próximo das duas da madrugada, em 1971. Comemorava-se um santo popular, o São João Batista, quando a minha mãe, Maria José Antunes França, enfermeira, saiu das fogueiras para dar entrada na maternidade Daniel de Matos. 
Talvez por nascer nesta data eu quisesse tanto ser bailarina e gostasse tanto de dançar! Afinal, comecei a esbracejar no meio de uma festa alegre e popular. 
Sou uma romântica, além de escrever, adoro dançar e realizar coreografias... O tema da dança é dos mais recorrentes nos meus livros...


Também gostava de Saúde, disciplina à qual obtinha sempre um cinco. Não enveredei pela Medicina, porque fugi à Matemática. 
Estudei Letras. Apaixonei-me pela Literatura. 
E tardiamente pela Filosofia, pela Psicologia, pela Ética. Sempre considerei a Arte como a razão mais importante da existência, assim como tudo o que é feito com amor e solidariedade...
Certamente também nunca conseguiria chegar ao dezoito ou dezanove de média final para entrar em Medicina! Fui uma boa aluna, mas não era excelente. Era trabalhadora, perfeccionista e responsável.
Em dias de crise, ainda tenho emprego como professora de Língua Portuguesa e Inglês. Gosto muito de ser professora e de crianças e jovens. Lecciono há mais de vinte e três anos, no Ensino Básico, portanto desde 1992/93. 


Publiquei o meu primeiro livro, de poesia, em 2005, intitulado Mensagens. Poemas do sim do não e do tanto faz.  Nesta altura comecei a interessar-me por temas mais polémicos e realistas, como o hiv/sida. Participei numa campanha contra a Sida em Londres, uma manifestação de rua, numas férias de verão, comprando uma fotografia ao lado do cantor Boy George, na altura muito famoso pela afirmação do seu estilo diferente e autêntico. 
Guardo a fotografia com muito carinho. 
Do meu interesse por este tema e de estudar e revelar aspectos da doença que eu desconhecia, escrevi o romance Não Há Inverno Sem Lágrimas, publicado em 2012, em 2014 e em 2016. 
Em julho de 2007 defendi a tese de mestrado, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A minha dissertação intitula-se Figuras Literárias no Labirinto da Ficção. O Caso de Ricardo Reis. Participei em duas antologias poéticas: Encontros Mar e Além do Silêncio. 
O meu romance mais recente foi publicado em 2015, pela Chiado Editora, A Lição de Deus. Este ano publicarei, juntamente com a minha mãe, contos dela e meus, reunidos numa obra singela que intitulámos Contos de Ceira ao Luar, dedicada aos cenrenses e aos nossos familiares, presentes e ausentes.
      Esperamos que gostem!

          







   Anabela França Pais 

Maria José Antunes França