segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016


Nasci durante a noite, uma noite quente de verão, próximo das duas da madrugada, em 1971. Comemorava-se um santo popular, o São João Batista, quando a minha mãe, Maria José França, saiu das fogueiras para dar entrada na maternidade Daniel de Matos. Talvez por nascer nesta data eu quisesse tanto ser bailarina e gostasse tanto de dançar! Afinal, comecei a esbracejar no meio de uma festa alegre e popular.

Também gostava de Saúde, disciplina à qual obtinha sempre um cinco. Não enveredei pela Medicina, porque fugi à Matemática. Estudei Letras. Apaixonei-me pela Literatura. E tardiamente pela Filosofia, pela Psicologia, pela Ética... Certamente também nunca conseguiria chegar ao dezoito ou dezanove de média final! Fui uma boa aluna, mas não era excelente. Era trabalhadora, perfeccionista e responsável.

Em dias de crise, ainda tenho emprego como professora de Língua Portuguesa e Inglês. Lecciono há mais de vinte e três anos, no Ensino Básico, portanto desde 1992/93. 

Publiquei o meu primeiro livro, de poesia, em 2005, intitulado Mensagens. Poemas do sim do não e do tanto faz

Nesta altura comecei a interessar-me por temas mais polémicos e realistas, como o hiv/sida. Do meu interesse por este tema e de estudar e revelar aspectos da doença que eu desconhecia, escrevi o romance Não Há Inverno Sem Lágrimas, publicado em 2012, em 2014 e em 2016. 

Em julho de 2007 defendi a tese de mestrado, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. A minha dissertação intitula-se Figuras Literárias no Labirinto da Ficção. O Caso de Ricardo Reis

Participei em duas antologias poéticas: Encontros Mar e Além do Silêncio. 

O meu livro mais recente (romance) foi publicado em 2015, pela Chiado Editora: A Lição de Deus.